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Antônio Renato Prata

Escrito por ABQM

06 SET 2023 - 13H43

Com raízes na pecuária mineira, Antonio Renato Prata, o Pratinha, como é conhecido, iniciou sua história voltando ao passado desde o tempo de seu avô. “Ele tinha uma grande fazenda em Uberaba e casou-se por duas vezes. Com o seu falecimento, deixou um pedacinho de terra para cada um dos 16 filhos.

E o meu pai, que era o mais novo da família, mudou-se para Paulo de Faria (SP), que com o desbravamento desta região atraiu o negócios com o gado. E foi numa dessas viagens levando touros para vender no Rio Grande do Sul, veio a falecer em São Paulo. Sem dúvida foi um transtorno muito grande. Então minha mãe, que era muito jovem, pois tinha apenas 36 anos, junto com meu irmão mais velho liquidaram o plantel. Com a venda, mudou-se para Uberaba e lá adquiriu um hotel. Com esse empreendimento ela criou a família inteira. Com esse hotel ela criou os sete filhos e todos saíram ‘gente boa’, brincou.

Então, praticamente sou paulista, porque nasci em Paulo de Faria, mas fui criado próximo a Uberaba. Aí, como era o mais novo, fui morar com a minha avó. Ela me pegou para criar e levou para a sua fazenda que era em Campo Florido (MG). Eu fiquei lá até os 12 anos e depois voltei para Uberaba para estudar no ginasial. Nesta época o auge era o gado Zebu, que estava muito valorizado. Praticamente me criei nesse ambiente da pecuária até me formar em Agronomia e fui estudar na Escola Nacional de Agronomia, próximo do Rio de Janeiro.

Depois de um tempo me casei e vim morar aqui em Presidente Prudente (SP), porque o meu sogro tinha uma empresa na cidade e me trouxe para trabalhar com ele. Como eu já mexia com pecuária, ele me entregou uma fazenda em Paranavaí (PR) para administrar. Trabalhei também com o meu cunhado Rubico de Carvalho, um ‘zebuzeiro conhecidíssimo’, lá de Barretos (SP), onde atuamos com a lavoura de ‘sequeiros’ - cultura sem irrigação -. Foi um período muito difícil, pois não tínhamos boas máquinas. Depois nós fundamos uma firma para produzir ração balanceada e sal mineral, onde fiquei por lá mais ou menos de 6 a 7 anos.

O meu envolvimento com a raça Quarto de Milha começou em 1971, quando adquiri o meu primeiro potro, o Hebraico SKR, no Leilão da Swift King Ranch, e passei a fazer mestiçagem com uma tropa de alta qualidade de Mangalarga Paulista.

Depois importei dos EUA o Pawnee Dale, que foi campeão brasileiro de Laço de Bezerro em 1982. E em seguida me dediquei totalmente à linhagem de Apartação, pois eu já possuía um plantel puro que comecei a cruzar com Sanjay e Doc’s Gamay, que foi a base da seleção de Trabalho.

Posteriormente importei o garanhão Winnin Doc, em condomínio, que até hoje temos remanescentes desse famoso garanhão.

Atualmente estou cruzando essas éguas bases com os melhores jovens garanhões de Apartação. Os produtos já começaram a mostrar que têm qualidade e iremos treiná-los para participarem dos próximos Potro do Futuro.

Do nosso próprio criatório saíram quatro campeãs Potro do Futuro. Foram elas: Candy Diamond 2I, em 1988; a Verdadeira 2I, em 1994; o Doc´s Again 2I, em 1996; e a Sonora Song 2I, em 2003.

O último campeonato conquistado foi com a minha neta Donata Prata Volpon, com apenas 9 anos, disputando a classe amadora com uma égua do nosso criatório, a Feiticeira 2I. Em relação a esta égua, conquistamos vários prêmios. Inclusive montada pelo nosso antigo treinador Gerson Almeida Santos, pela minha filha Renata Prata e pela minha outra neta Isadora Prata.

A longo de minha trajetória na raça, exerci algumas funções administrativas, como o cargo de vice-presidente da ABQM e várias vezes do Conselho Deliberativo, além de ser presidente da Anca, fundador e presidente do Rancho Quarto de Milha de Presidente Prudente - o primeiro desta modalidade no Brasil.

Um dos eventos que divulgou a raça QM na região também foi o Rodeio dos Campeões, no Rancho Quarto de Milha, organizado pelo “Os Vaqueiros” onde, Guilherme Prata, meu filho, e um grupo de amigos foram os fundadores.

Fui também o primeiro presidente dos Independentes e fundador da festa do Peão de Boiadeiro de Barretos.

Continuo investindo e acreditando que esta é a raça mais versátil do mundo, que dá muita alegria e satisfação para os que nela acreditam e investem”.

 

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