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Sempre prestativa aos chamados de várias Diretorias da ABQM, Diana Simonetta Cox esteve presente trabalhando voluntariamente como membro do Comitê Eleitoral em vários pleitos e, também, fazendo parte de algumas Comissões Disciplinares.
E por toda essa importante contribuição à raça Quarto de Milha, sua trajetória não seria possível sem a paixão e o empenho de uma mulher de visão. Sempre ligada aos cavalos, começou praticando Salto. “Eu montava nas hípicas, centros de treinamento e na fazenda. Naquela época, esse era o esporte da moda”, lembra. “Mas na verdade, eram raras as mulheres que faziam esportes equestres, especialmente o Salto”, acrescenta. Diana conta que logo depois que começou praticar, teve seu primeiro contato com o cavalo Quarto de Milha, por intermédio de um grande empresário e criador da raça, Pery Igel, dono do Haras Imaven, e seu genro Bob que veio a falecer muito jovem. “Eles foram fundamentais para o meu ingresso na raça e participaram ativamente dessa história. Graças ao Pery, me encantei pelo Quarto de Milha”, diz Diana Cox.
Hoje o Haras Fazenda Santa Tereza, que é de sua propriedade e de Luiz Sérgio Marcondes Machado, em Ourinhos (SP), produz somente cana. No entanto, houve um período em que a Fazenda era dedicada à criação de gado leiteiro, e o forte mesmo, durante muito tempo, foi o Quarto de Milha. “Graças ao Pery, meu querido e grande amigo, eu ingressei no Quarto de Milha, e comprei os primeiros animais mestiços nessa época. Foi quando ele trouxe dos EUA o Zanador! Puxa, já faz mais de 30 anos!”.
O despertar do gosto pelo cavalo de esporte atingiu Diana e o seu neto, Ricardo de Campos Rolim, conhecido como Dudu, que começou a montar aos 17 anos com a preciosa orientação em Rédeas do treinador Jango Salgado. “Foi nessa ocasião que adquirimos o Winnin Doctari, ganhador em Rédeas e o cavalo responsável pela bonita carreira do Dudu. Meu neto tomou outro rumo, mas eu já estava definitivamente apaixonada pelo Quarto de Milha. Acho que todo mundo deveria ter um QM, porque é um cavalo de bom caráter, amigo, tranquilo, muito versátil, que serve para pessoas de todas as idades em várias modalidades. Na minha opinião, o QM pode ser ainda mais conhecido do que já é, pois seu potencial é imenso, se não corre, faz Rédeas, se é treinado para outras modalidades, acaba se saindo bem, do seu jeito e ainda brinca com as crianças. É o máximo, tem varias utilidades!”
Diana Cox também fala com carinho das grandes amizades que fez no meio quartista: “Fiz grandes e queridos amigos. Uns já se foram, grandes criadores, outros já conhecidos antes do QM, mas mantive os relacionamentos durante muitos anos. Foi a minha paixão e continuo achando, hoje, que o QM é o melhor cavalo do mundo”.
A criadora Diana Cox chegou a ter em seu plantel 30 éguas, o que considerava muito para aquela época. O primeiro garanhão foi adquirido do Marcos Penteado, pai de Helô Penteado, atualmente juíza oficial da ABQM, e se chamava Snow Horse. Na sequência, comprou coberturas de alguns bons animais de criatórios do exterior. “O cavalo como negócio foi crescendo, tanto que chegou a fugir um pouco do nosso alcance. Morava em São Paulo, mas sempre me dedicando muito à raça. Vendíamos em leilões, treinávamos na fazenda e em outros locais terceirizados. Mandamos alguns cavalos para fora do país e, com as amizades do meu neto Dudu, fomos muitas vezes fazendo trocas de animais”. Ela declarou que foi uma fase muito gostosa, onde acompanhava o Dudu nas provas e iam a muitos leilões. “Tenho muita saudade do Parque da Água Branca, onde os leilões aconteciam, dentro da cidade de São Paulo. Penso com saudade também na minha convivência com o Abdalla. Eu vi a Revista Quarto de Milha crescer nas mãos dele e se tornar o que é hoje. Aliás, não me canso de elogiar a publicação. Sob o seu comando, ela deu um ‘salto’, ficou maravilhosa”, comenta Diana.
A criadora continua, dizendo: “Minha família é pequena, tenho apenas três filhos, e eles têm hoje outros tipos de hobby e de comércio. O único neto que se dedicou realmente ao cavalo foi o Dudu, embora todos gostem muito de animais, principalmente cães vira-latas, aos quais eu ajudo através de muitas ONGs. Tenho muita saudade daquele tempo, mas sei que a gente não pode voltar atrás. Eu vivi tudo intensamente, fiz tudo com muito amor, incluindo a minha dedicação à Associação, porque acreditei nas pessoas que dirigiam a entidade. E vendo toda essa estrutura, posso dizer que estou muito feliz. Gostaria de dar os parabéns a vocês que continuam fazendo o Quarto de Milha crescer”.
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