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Um dos pioneiros da raça e participante ativo das provas, o mexicano José Macário Perez Pria conta um pouco de sua trajetória.
“Meu primeiro contato com cavalo foi em 1944, com apenas quatro anos de idade, quando montei e levei o meu primeiro de muitos tombos. Esse cavalo, que por sinal era um Quarto de Milha sem registro, pois naquele tempo, no México, em Chihuahua - vizinho do Texas -, podia se comprar cavalos por ali e em outros estados e simplesmente transportá-los, entrando no México sem restrição nenhuma.
Os primeiros animais QM com registro foram adquiridos em 1960, quando cursava a New México State University. Foram cinco éguas puras com pai e mãe, predominantemente, de Corrida, e todas descendentes diretas de Leo.
Durante meus estudos de high school, fiz escola militar (Culver Military Academy), estive na Black Horse Troop, que existe até hoje. Lá são usadas mais cruzas, principalmente de PSI (Puro Sangue Inglês). Foi lá que fiz Salto e Polo e também participei do desfile de posse do presidente Eisenhower em 1957, pois pertencia ao Lancer Platoon - a elite da tropa, que conta com 120 cavalos.
Comprei meu primeiro cavalo puro no Brasil no primeiro Leilão King Ranch, na Fazenda Bartira. Isso foi em 1967, quando adquiri o cavalo Maranhão Barravento Brasil, filho de Caracolito e La Semilla.
Em 1969 participei da fundação da ABQM e possuía animais ½ sangue e ¾, pois naquela época era muito difícil adquirir cavalos puros. O primeiro plantel puro foi formado por éguas importadas que comprei do Sr. Garon Maia, de Maringá (PR), que, por motivos pessoais, decidiu se desfazer da sua tropa. Comprei tudo dele. A partir desse momento, senti a necessidade de melhorar o plantel e me dedicar mais aos eventos. Foi então que, em 1982, importei o Heza Cool Peppy, que pertencia ao Sr. Buster Welch. Aliás, ele o treinou e depois o meu amigo Tommy Houston competiu no Futurity. Nessa ocasião, o Tô (Renato Eugênio de Rezende Barbosa) e o Billy Cintra foram aos Estados Unidos comigo e meus filhos para assistirmos o evento. E foi a partir daí que entramos firmes no Campeonato Nacional. Em 1986, o Sr. Sérgio Nouguès veio até Araçatuba (SP) pedir minha ajuda para fazer o Potro do Futuro da ABQM. Eu aceitei, avisando que deveria ser realizado em minha cidade. E assim foi feito. Vieram participantes de muitos estados brasileiros, inclusive de Pernambuco, e foi quando nasceu minha amizade fraterna com o Marcelo de Holanda Guerra, que posteriormente viria a fazer parte da minha diretoria na ABQM.
Em 1986 houve aquela campanha que enfatizava o poder de voz das modalidades de Trabalho dentro da Associação, pois até então só a Corrida mandava. Então, em 1987, fui eleito após uma conturbada eleição para comandar os destinos da ABQM. Nossa gestão foi pautada no desenvolvimento da raça pelo país e na criação de núcleos regionais. Já no primeiro ano, nossa administração proporcionou um aumento considerável no número de eventos por todo o país, chegando a 49 e, no final de 88, com 131 eventos. Ou seja, foi realizado um evento a cada dois dias e meio. Além dos campeonatos, a expansão do quadro associativo também foi muito representativa, passando de 2.477 em abril de 1987 para 5.105 sócios em dezembro de 1988, considerando-se também que o plantel brasileiro aumentou de forma excepcional; somente nessa temporada (87/88), foram cobertas 25 mil éguas. Duas outras ações nos deixaram orgulhosos também: Uma foi a criação de inúmeros núcleos de Quarto de Milha pelo Brasil e a outra foi a do voto por correspondência, que proporcionou a todos criadores a oportunidade de participar da eleição da ABQM de maneira democrática e sadia”.
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