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Laço Comprido: uma tradição e paixão do povo gaúcho

Escrito por ABQM

02 SET 2015 - 00H00

 vista aerea expointe laco comprido

Congresso Quarto de Milha fomenta a raça na Expointer de 2015

 

?Aqui as crianças laçam desde pequenas. O Laço Comprido faz parte da cultura gaúcha?. Quem explica essa paixão pela modalidade é Adão Jorge Tessmann, presidente do Núcleo Sul de Criadores de Cavalo Quatro Milha (NSQM) que, juntamente com a ABQM, realiza em Esteio (RS) a 8ª edição do Congresso de Laço Técnico e Laço Comprido Individual. As competições ocorrem de 4 a 5 de setembro, durante a 38ª Expointer, considerada a maior feira a céu aberto da América Latina.

Na sexta-feira, dia 4, as laçadas acontecem na Pista de Prova 1, nas categorias Aberta Sênior, Aberta Júnior, Livre (até 4 anos), Amador e Amazonas, pelo 8º Congresso de Laço Técnico. ?Ainda teremos o Laço Incentivo, nas categorias Dupla Aberta e Amador, com quatro armadas?, informa Adão. No Laço Técnico vale toda a corrida, pois é julgado cada movimento do cavalo e do cavaleiro. ?É a laçada principal, a perfeição do laço?, destaca. Três juízes de prova e mais um de equipamentos participam do julgamento dos conjuntos.

foto abre expointer

Laço Técnico, Aberto, no Congresso de 2014

 

Sábado, dia 5, é o dia do Laço Comprido, que terá provas nas categorias Aberta, Amador (acima de 19 anos), Jovem e Amazonas. ?O Rio Grande do Sul tem uma tradição muito forte com o Laço Comprido. O QM vem ao encontro do Laço. O animal da raça tem apresentado desempenho superior ao do cavalo nativo do RS?, ressalta. As provas já bateram o recorde de inscrições, são mais de 200 conjuntos inscritos. No total, serão distribuídos mais de R$ 110 mil em prêmios, além de fivelas aos campeões.

 

Perspectivas para o leilão

 

O cavalo que surgiu no Brasil na década de 1950 está presente na Expointer há 20 anos. Em 2014, o leilão da raça Quarto de Milha apurou uma receita de R$ 580 mil. Este ano, plantéis dos Estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina participam dos remates com seus animais. ?Cinquenta por cento dos cavalos são daqui. Ano passado foram 35 lotes. Neste teremos 48. O preço médio dos animais deve se equiparar à média nacional?, assegura. Serão comercializados garanhões, animais importados e coberturas, com nível genético superior aos outros anos.

 

Data da publicação: 02/09/2015

 

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