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O paraíso da criação Quarto de Milha dos Três Tambores tem um nome: Haras ST, do titular Márcio Matheus Tolentino, de 73 anos, o dr. Márcio como é conhecido no mundo quartista, é médico gastroenterologista, de profissão, formado pela Unicamp, professor da USP e 20 livros publicados sobre o assunto. Oriundo de uma família de professores, aprendeu ainda jovem que o cavalo pode mudar as pessoas e proporciona benefícios, como a equoterapia que ajuda o irmão Paulo, o mais novo, portador da síndrome de Down. Casado com a esposa Vânia há 49 anos, também criou os filhos Eduardo (médico) e Ana Luiza, o seu “braço direito” que garantiu a sucessão em criar cavalos. E com o apoio dela, Tolentino comanda um selecionado plantel que completou 43 anos dedicados à raça, composto por inúmeras estrelas, entre elas invejáveis matrizes, como: ST Cajuína, ST Traveler, ST Bridge, ST Spirit e ST Sugarokie responsáveis por produzir craques nas pistas por todo o Brasil. Entre os renomados atletas que levam a marca “ST”, os dez mais pontuados, todos detentores de Registro de Mérito Superior nos Três Tambores, são: ST Tapioca, com 1.443 pontos; ST Taboquinha (1.061 pontos); ST Sugarobby (538,75); ST Mister Maker (519,25); ST Fishers Blue (487,5); ST Gabiroba (448); Shady By Creek (406,5); ST Vanita Fly (379); ST Famaleo (371); e ST Sugaroca (369). O desempenho dos animais de seu plantel conduziu Tolentino ao posto de líder disparado na criação, em todos os tempos, atingindo a destacada marca de 15.409,5 pontos no Registro de Mérito de Trabalho da ABQM (14.273,25 pontos somente nos Três Tambores). Outro fato que o conduziu a justa homenagem no Hall da Fama de 2019 é que das 12 edições do ABQM Awards, nas nove últimas foi o Criador Mais Pontuado do Ranking Geral.
E para que você saiba um pouco do porque deste sucesso, vamos relembrar trechos da entrevista publicada na Revista Quarto de Milha (Ed 205/2013) feita com o dr. Márcio pelo jornalista Moacir Russo. “Já dentro de um piquete de potros recém-desmamados, com 7 a 8 meses de idade, eles o recebem como se tivessem reverenciando-o como um regente de orquestra. Vai para o lado, eles o seguem. Muda de direção, a “perseguição” continua. Ele para. Os animais se aproximam. Querem brincar e ficar perto. Esfregam a cabeça nele, beliscam seus braços e essa interação só termina quando Tolentino sai do piquete. Na hora de iniciarem a doma, passam pelas mãos especiais do imortal Marcão Toledo, que chora quando algum deles é escolhido para fazer parte do leilão. Os atletas completam o treinamento com vários profissionais, o mais antigo deles, outro mestre da velocidade: Vagner Simionato, o Vaguinho, que está há mais de 10 anos treinando os campeões (Ambos homenageados no Hall da Fama ABQM)”. Moacir continua: “Em outro piquete especial, o das vovós, moram duas famosas artistas, de 32 anos e que fazem parte do início da história do ST: ST Doriana, a primeira filha nascida do Shady Leo; e Trouble Creek, mãe da ST Analeo, uma das matrizes produtoras com mais de mil pontos”. Já em relação ao trabalho e a estrutura do haras, Tolentino disse que toda terça e sexta estão lá. “Nossos piquetes foram modulados em 1985 e variam entre dois e dez mil metros quadrados. Tudo para facilitar o manuseio. Eu sei quantos dias, em média, dez cavalos comem em um piquete de 10 mil metros e depois irão mudar de pasto. Esse pasto irá receber 600 quilos de adubo, o outro 300 Kg... E assim vai...”, ensina. Ele relembra, que a base de seu plantel começou com três potras compradas do Fauzet Farha (Fazenda Caruana), que cruzadas com Shady Leo (Hall da Fama ABQM 2012), deram origem às três famílias que compõem o criatório. Tolentino contou ainda que o seu plantel foi construído sobre dois pilares: Shady Leo e o Fishers Fly. “O Shady é lenda e como tal, sua história é cheia de versões. Foi por mim escolhido aos oito meses no plantel do Heraldo Pessoa (Haras 4 Irmãos) pela sua genética e morfologia. Já o Fishers Fly (Fishers Dash) foi selecionado da criação do Érico Braga (Haras Prata), para dar um passo em direção à modernidade. Ambos foram escolhidos exatamente pelos mesmos critérios: genética e morfologia”, revelou o criador na época. Com o desaparecimento de Fishers Fly em 2010, o garanhão que passou a dar prosseguimento em todo esse trabalho é ST Dashin Leo (Dash Ta Fame x ST Cajuína, por Shady Leo), de sua criação, e com apenas sete anos de idade conta com dez filhos em campanha que já somam 195,5 pontos.
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