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Uma eletrizante final que, com certeza, ficará marcada na memória da coletividade quartista ocorreu neste 45º Potro do Futuro na prova do Laço Pé, da classe Aberta Livre, no dia 12 de outubro. As emoções tomaram conta na Arena RAM, no Parque de Exposições Clibas de Almeida Prado, em Araçatuba (SP), quando ocorreu o empate entre dois conjuntos, com a nota 231.
De um lado estava a baia Mel Shiners King HSI (Shiners Lena Chex x Pretty Rooster TA, por King Of The Hen House), sendo trabalhada pelo campeoníssimo Rafael Correa Paoliello, o Chifrinho, como é popularmente conhecido, e líder com mais de 2,9 mil pontos. Potra pertencente a Rodrigo Luiz da Mota e da criação de Luciano Flausino Dias.
Já o outro conjunto era formado pelo castrado Liltrashyachex (Gunnatrashya x Anita Chex, por Trinket Cody Chex), pertence a Nivaldo Fioravanti Filho e é da criação de Adriano Vieira Pereira. Esse castanho foi montado por Jesuíno Sanches Júnior, o Bolinha, que carrega em seu currículo a nona colocação na modalidade com 365 pontos.
E quando entraram novamente em pista para o desempate, as arquibancadas vieram abaixo pulsando de emoção quando o locutor Alessandro Mendes usando de toda a sua experiência, expressou a conhecida frase: ‘Araçatuba parou!’. E tudo terminou após ele anunciar a incrível nota 234, pontuação dada por unanimidade dos jurados – todos com 78 –, e definindo assim como campeões do Potro do Futuro 2024 o animal ‘Lil’, como é chamado Liltrashyachex por seu proprietário, e o competidor ‘Bolinha’. Marca esta que se tornou recorde nacional.
A palavra do campeão
“Eu estou com o ‘Lil’ desde os dois anos de idade, pois iniciei a sua doma, treinei e tenho um vínculo muito grande com ele. O potro sempre se mostrou muito manso, tranquilo, isso tanto em casa como entrando em pista pela primeira vez”, disse Jesuíno Júnior, mostrando muita simplicidade nas palavras. Bolinha revelou que sentia que o animal tinha chance de vencer, mas não imaginou chegar aonde chegou: “Não esperava tudo isso que aconteceu, o empate, o recorde, pois além do cavalo ser muito bom tem que dar tudo certo, pegar os bois certos, e a gente não pode ter erro também. Deus nos abençoou! Tivemos três corridas, onde geralmente são duas. Na primeira passada ele marcou um 225, na segunda fez 231 no empate e, depois, conseguiu fechar a nota 234. Senti que ele cresceu muito dentro da competição”. Bolinha contou que agora voltarão pra casa e vão deixar o cavalo de férias descansando: “No ano que vem a gente volta a condicionar ele para os eventos, começando com o Congresso, Nacional, depois o Derby e se Deus quiser classificar ele pra Copa também”.
Nivaldo Fioravanti era só alegria
“Posso dizer que a ficha ainda não caiu e é difícil ter palavras para explicar esta conquista! Sobre o ‘Lil’, ele foi comprado quando ainda estava completando dois anos de idade, na fase de início de doma. A escolha na aquisição foi pela linhagem, com a finalidade de colocá-lo no Laço, pois o pai Gunnatrashya é o reprodutor do momento na Rédeas e a mãe, que é muito especial e eu sou fã, é a Anita Chex, de propriedade do Monte Belo e do WV”, destacou Nivaldo Fioravanti, titular do NF Ranch, em Salto (SP), e proprietário do campeão. Segundo ele, desde a doma mostrou uma habilidade fora do normal: “Até alguns criadores quiseram levá-lo para a Rédeas, mas nós temos este projeto do Laço e não abrimos mão. Nós optamos por castrá-lo porque a nossa finalidade é criar atleta e não garanhão. E a prova disso está aí! Ele demonstrou ser um cavalo precoce, ainda com quatro anos incompletos, sério e que evoluiu dia a dia”. Acompanhado de seu assessor técnico, Murilo Ceccon, Nivaldo disse estar surpreendido com a atitude firme do potro, mesmo estando num ambiente estranho. “O Lil é inédito, pois nunca saiu de casa! E, embora inexperiente, mostrou seriedade numa prova tão apertada, com 127 inscritos tendo a nota de ‘corte’ 221. E desde a primeira passada, na final com empate e depois no desempate trabalhou todos os bois da mesma maneira e só cresceu durante a prova”, finalizou Nivaldo com largo sorriso no rosto.
Por: Abdalla Jorge Abib
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