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O dia 15 de agosto de 1969 ficará eternamente marcado na memória de todos os quartistas. Pois nesta data três nomes entraram definitivamente na história da raça: o dr. José Eugênio de Rezende Barbosa, dr. Heraldo de Araújo Pessoa e Antonio Carlos Quartim Barbosa. Eles foram os responsáveis pela fundação da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha, a nossa ABQM.
Titular da Fazenda Santa Maria, em Avaré (SP), destacou-se por muitos anos como criador de Corrida, com exemplares como: X-P-T-O Horse, Man Top (O Bólido Voador), Monita Gain e as recordistas: Royaltee, Go Goldie Bar, Ramblin Note e Miss Tolltac (Toltequinha), entre outros, veio a falecer aos 91 anos na madrugada de 25 de agosto de 2016, justamente no mês em que a ABQM acabava de completar seus 47 anos de existência.
Além de matérias publicadas na Revista QM, um resumo da história de Quartim Barbosa teve também a colaboração de seu neto, João Gama (Zizinho).
Meu avô disse que, na mesma data da fundação da ABQM estava ocorrendo uma exposição no Parque da Água Branca (SP), com a participação de animais da Raça Quarto de Milha, e sagrou-se como Grande Campeã a égua Poco Leozana, que era de sua propriedade. Segundo ele, a égua foi apresentada com um potro ao pé, e que alguns dias depois de desmamado foi vendido para o dr. Bento Gonçalves, da cidade de Bagé, no Rio Grande do Sul, tornando-se o primeiro produto da raça a entrar nesta região do País, e após alguns anos, ficou como o reprodutor deste plantel de éguas crioulas.
Em 1975, Quartim Barbosa também ajudou expandir a raça pelo Nordeste, vendendo ao pernambucano Laerte Pedrosa de Melo dois potros ½ sangue que foram os primeiros animais Quarto de Milha enviados para essa região e, consequentemente, o mercado da Vaquejada.
Adepto à velocidade, ele foi o responsável também em trazer em 1974 a primeira égua de Corrida ao Brasil, chamada Royaltee, animal de invejável conformação e que concorrendo com outras raças na 1º exposição da Semana do Cavalo na Água Branca, foi eleita a melhor fêmea do torneio. Já nos hipódromos, tornou-se recordista em Campo Grande, Itapetininga, Barretos e Taquarituba, além de derrotar os melhores cavalos PSI da época.
Ele participou com outros animais de sua propriedade e criação em importantes hipódromos, como: Cidade Jardim, Gávea, Jaú, Ribeirão Preto, Sorocaba, Itapetininga, Carazinho, Lages, Palmeira das Missões e Campo Grande. Demonstrando seu conhecimento turfístico, já no 1º GP ABQM Potro do Futuro, realizado em 1978, colocou em pista um animal ½ sangue cruzado, enfrentando nove animais importados, e ficou em 3º lugar.
Respeitado pela qualidade de sua criação, revelou em uma das matérias que se sentia satisfeito em colaborar em alguns momentos para a história da raça, como na 1ª sindicalização e venda de cotas no Brasil do garanhão Lady’s Moon, de Fernando Muniz de Souza, e a seguir de Sweet Daddy, do Haras Rancho das Américas. No campo político, indicou vários presidentes da ABQM, como Euclides Aranha, seu sócio em cavalos de Corridas; Samir Jubran; Sérgio Nougués; e Gianni Samaja. Na gestão de Samir Jubran, indicou o diretor do Stud Book, dr. Jarbas Bertolli, que era do Jockey Club de São Paulo. Foi ainda um dos incentivadores para a entrada na corrida do criador Wellington Queiroz, plantel que veio a conquistar várias vezes a liderança das estatísticas e se tornar um dos maiores criatórios do Brasil. Além de Wellington, vendeu produtos para importantes criadores da atualidade, como: Plínio Kiehl, Rudney Atalla; Ovídio Ferreira; Olímpio Stockler; Dino Tofini; Wilton Paes de Almeida; Joca Calfat; entre outros.
Em 2006 recebeu da ABQM o título de sócio benemérito, em uma solenidade realizada no Jockey Club de Sorocaba, após um páreo especial em sua homenagem.
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