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Embora fosse possuidor de uma expressiva beleza e estrutura física, fez curta campanha na Conformação, tornando-se campeão em etapas do Campeonato Nacional ABQM em 1983, além de outros eventos regionais entre 82 e 83. E para que os quartistas conheçam um pouco mais de sua trajetória, o pernambucano Sérgio Moura Carneiro Novaes, titular do Haras Casa Branca e seu proprietário, fez um breve relato. Acompanhe: “Quando iniciamos nossa criação de cavalos da raça Quarto de Milha em 1996, em Pernambuco, identificamos o grande potencial do mercado do cavalo de Vaquejada. E embora na época não houvesse estatísticas e rankings de animais ganhadores na modalidade, como os que temos disponíveis na ABQM atualmente, começamos a estudar as linhagens que mais se destacavam em pistas de competição”. Segundo ele, não demorou a concluir que precisava de um garanhão que reunisse o sangue de Shady Apolo Bars e de Eternaly Fred, dois grandes pilares da linhagem do cavalo de Vaquejada. “Após algumas buscas, no ano de 2000 chegamos ao Ronald da ER, um garanhão já maduro, com 19 anos e com muitos filhos campeões em Laço, modalidade que utiliza linhagens com perfil próximo ao da Vaquejada”. Para o criador, o Ronald era um cavalo que se encaixava como uma luva em seu projeto: “Ele era muito bonito, de boa estrutura óssea, bom tamanho, com sangue de boi, de um temperamento fantástico e que reunia em sua genealogia tudo que procurávamos, já que era um filho direto do Shady Apolo Bars numa mãe irmã do Eternaly Fred, a Eternal Red Hobo (Eternal Steel), que por sua vez produziu nada mais nada menos que a campeã das campeãs em Vaquejada, a Midnight ER, conhecida como a égua preta do Ceará”.
Sérgio informou que, comprar o Ronald não foi fácil, pois seu antigo proprietário e criador, o Sr. Adão Lereno de Medeiros, que depois se tornou um grande amigo, tinha muito apego ao cavalo e apesar de na época ter vendido quase a totalidade de suas matrizes, não queria se desfazer dele. “Na época da aquisição, em junho de 2000, contei com a intermediação de um grande amigo, o Marcos Sá, cunhado do Sr. Adão, que o tranquilizou quanto a sua grande preocupação: ter certeza que o Ronald seria bem tratado conosco. A dificuldade na aquisição não foi a transação comercial e sim a garantia de que ele estaria bem em sua nova casa”.
Sérgio conta ainda, que o garanhão cativava pelo seu temperamento e ficou no haras até a sua morte em outubro de 2010, mês em que completaria 30 anos, apesar de ter encerrado sua vida reprodutiva em 2003. “Sua contribuição, para nós, na reprodução foi de apenas quatro estações de monta, mas foi imensurável e temos colhido os frutos deste projeto através de seu filho que se tornou nosso garanhão e de suas filhas que são grandes pilares entre nossas matrizes”. Sérgio ratificou que a vida reprodutiva de Ronald foi curta no Haras Casa Branca, e nos primeiros anos não foi fácil segurar seus filhos no nordeste, pois com os leilões transmitidos ao vivo boa parte deles foi adquirida para as provas de Laço e Tambor no Sudeste e Centro-Oeste.
“Na Vaquejada ele foi um garanhão que fez garanhões, o que não é fácil! Entre seus filhos destacam-se dois super produtores nesta modalidade esportiva: o Myke Ronald Bars, que morreu este ano, também aos 30 anos, e o Ronald Gates HCB, que apesar de ser um garanhão jovem de apenas 13 anos já desponta com sucesso”, pontuou o criador.
Sérgio Novaes lembrou que o primeiro ganhador da história do Potro do Futuro ABQM de Vaquejada, em 2003, foi um filho de Ronald, o Shady Red FO, 2003, em evento realizado no Parque Rufina Borba, em Bezerros (PE). Além da Vaquejada, o garanhão produziu animais premiados em Três Tambores, Laço em Dupla, Laço Cabeça e Individual, que somaram 352,5 pontos pela ABQM e como Avô atingiu 1.324,5 pontos, sendo 597,5 pontos na Vaquejada. E é por tudo isso que Ronald da ER entrará para o rol dos homenageados no 6º Hall da Fama.
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Com 4 das 10 matrizes mais pontuadas dos Três Tambores, edição trará à venda um dos melhores Potros do Futuro da Geração 2019, com seis tempos na casa dos 16 segundos
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