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Por: Paulo Frederick Gerzely Breithaupt e Valdemar De Giuli Jr
A busca contínua de técnicas que permitem compensar a subfertilidade tanto dos garanhões quanto das éguas direciona as pesquisas para a manipulação do ovócito. O Ovócito (?óvulo?) é uma estrutura minúscula somente visível com ajuda de aparelhos ópticos de aumento, que se encontra no interior dos folículos. Nos ovários são onde os folículos se desenvolvem.
A técnica de transferência de embrião consiste na inseminação da doadora e após alguns dias (7 a 9) lavamos o seu útero em busca do embrião. Ele será então transferido para uma égua receptora (barriga de aluguel), onde se desenvolverá.
A transferência de ovócitos aplica-se a éguas em que a transferência de embriões não obteria sucesso, como:
1- doadoras com falha de ovulação;
2- patologias de oviduto;
3- infecção uterina crônica;
4- problemas anatômicos (como adesões de cervix).
Na transferência de embrião, estamos passando da égua doadora para a égua receptora um embrião já formado, isto é, o ovócito foi fecundado pelo espermatozóide e deu origem ao embrião que é então transferido à receptora.
Na técnica de transferência de ovócito, retiramos direto do ovário da doadora o ovócito, procedimento não cirúrgico e seguro com duração de não mais de 5 minutos. Depois da coleta, os ovócitos são mantidos em meio de cultura por algumas horas para promover a maturação.
A égua receptora é inseminada artificialmente com o sêmen desejado e preparada para receber o ovócito cirurgicamente no oviduto (trompas). O espermatozóide irá fecundar o ovócito da doadora que transferimos para a trompa da receptora, originando um embrião.
Assim, o processo de fertilização e desenvolvimento do embrião ocorrem todos dentro do trato reprodutivo da égua receptora.
Como na técnica de transferência de embrião, na transferência de ovócito o produto gerado pela receptora terá a genética da doadora e não da égua receptora.
Sob circunstâncias experimentais, em éguas férteis e novas, as chances de sucesso do procedimento de transferência de ovócitos são de aproximadamente 70 a 80%. Fonte: Colorado State University (EUA). Entretanto, quando esse procedimento é executado em éguas subférteis ou velhas, a taxa de sucesso é de aproximadamente 40%.
Paulo Frederick Gerzely Breithaupt é Médico Veterinário (CRMV-SP 13.269) - Joe Landers Inc., Weatherford, Texas, USAValdemar De Giuli Jr é Médico Veterinário (CRMV-SP 5004) - Central de Reprodução Rancho das Americas, Porto Feliz - SP.
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